Nada nunca está pronto. Nada igualmente está inacabado. Eu me limpo e me sujo. Vejo meu reflexo no espelho e sei que ele sabe pouco de mim. No meio da noite, no meio do dia, agora, ouço os insetos em suas perguntas e respostas que eu não entendo. Isso me ajuda a perceber que tenho um corpo com o qual percebo o mundo e a mim mesma. No entanto, sei que ele não consegue captar tudo. Assim como o espelho.
Sobre o modo de vida capitalista
Puxo de dentro da folha uma palavra Tinha fome, rosto de raiva Eu recebi aquele impacto como o tapa que precisava viver pelo tempo que a deixei presa Presa dentro da folha como um choro contido um beijo suprimido Olho-a sabendo o que fiz As horas atrás de mim preenchidas daquele ritmo que açoita a vida Vejo no filme do tempo, meus dedos se afastarem do brilho Ali onde represou a flor mais potente do meu ventre, do meu leite dos meus cabelos de gerações de vento Molho a palavra com saliva e cuspo também Na cara desse sujeito que rouba meu tesão minha garra nossa revolução Não, não tem justificativa para ocupar assim tão invasivo o peito do existir Eu saio preciso mantra preciso grito lua mestre yogue preciso orixá água fria suor mar ar preciso desta palavra que está presa no papel Sou eu quem a liberta É ela quem me liberta Vivo na pele a cura em processo da velha doença d...
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